Então vou voltar a falar de jogos educativos.
Muita gente acha que Age of Empires é da Microsoft. Não é, ela só distribui. A Microsoft não faria algo bom, assim, de primeira. O melhor programa do Office, o único realmente bom, é o Excel, que todo mundo sabe, foi chuparaiado do Lotus123. É uma empresa boa em copiar a idéia dos outros, torná-la pior mas deixar com uma cara mais bonitinha. Para a minha sorte, isso raramente funciona com jogos. É um mercado difícil.

Um castelo! Uma catedral! Um moinho! Uma arqueria! Na Mesma praça! Desconexo, ok, mas todo mundo sabe que é um jogo.
Age of Empires, ou apenas “Age”, para os íntimos, é da Ensemble Studios. É um dos herdeiros do conceito que Warcraft popularizou: monte uma base, evolua, ataque, sobreviva, em tempo real. É como um jogo de xadrez, sem tempo para respirar, em que não se pode ficar parado. Ou tranquilo. Você escolhe uma civilização, e cada uma delas tem as suas características especiais baseadas em fatos históricos conhecidos. Foi o primeiro jogo que eu e meus amigos jogamos seguidamente pela internet, ainda com conexão discada, madrugada adentro, e a gente literalmente suava, jogando isso.
Os hunos não precisam construir casas, os mongóis têm excelentes cavaleiro-arqueiros, os vikings são imbatíveis na água e os bizantinos têm uma cavalaria devastadora. Embora a grande diversão fosse enfrentar uns aos outros, no formato de jogar sozinho, as histórias remontavam fatos históricos reais ou quase reais. William Wallace, Genghis Khan, Joana D`Arc e Saladino estão lá, entre outros.
Pra quem é curioso de procurar saber mais em outras fontes o jogo é uma excelente cutucada. Mas não apenas isso, o próprio jogo trás textos explicativos sobre os detalhes de cada civilização. Claro que a coisa foi adaptada para ficar equilibrada, e eventualmente os incas e astecas podem derrubar os conquistadores espanhóis, já que o conceito de “gripe” não faz parte do jogo. Vencer é uma questão de estratégia.
Então aprendi ou fui levado a aprender muitas coisas jogando Age of Empires 2 (o primeiro é fraco, o segundo é um clássico, o terceiro é um erro). Mas o que ficou, realmente cravado na minha consciência e que jamais esquecerei é: coreanos sempre, sempre se dão mal. Sem chance
Talvez por isso prefiram jogar Starcraft.